Dra. Carolina Inka Dermatologia · CRM-GO 22141 | RQE 14766

Guia para pacientes, por uma cirurgiã dermatológica

Câncer de pele: sinais de alerta, tipos e tratamento

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, e também um dos que mais respondem bem ao tratamento quando descobertos cedo. Nesta página, a Dra. Carolina Inka explica o que observar na sua pele, as diferenças entre os tipos e como funciona o tratamento em Goiânia.

Atendimento particular e Unimed · Setor Sul, Goiânia

Quais são os sinais de alerta do câncer de pele?

O câncer de pele costuma avisar. Os sinais mais importantes para observar são:

Nenhum desses sinais confirma um câncer sozinho. Eles indicam que a lesão merece o exame de um dermatologista, de preferência com dermatoscopia.

A regra ABCDE das pintas

Para acompanhar as próprias pintas em casa, a dermatologia usa um guia simples:

Um único item positivo já justifica mostrar a pinta em consulta. O "E" de evolução é o mais importante de todos.

Carcinoma basocelular: o tipo mais comum

O carcinoma basocelular (CBC) responde pela maior parte dos casos de câncer de pele. Cresce devagar, quase nunca se espalha para outros órgãos e está muito ligado ao sol acumulado ao longo da vida. Costuma aparecer como uma feridinha que não cicatriza, um nódulo perolado ou uma mancha rosada em áreas expostas: rosto, nariz, orelhas, couro cabeludo e colo.

Apesar de raramente ameaçar a vida, o CBC destrói o tecido onde cresce. Quanto mais tempo passa, maior a cirurgia necessária. Detectado cedo, o tratamento é mais simples e a cicatriz, menor.

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais comum. Surge como lesão endurecida, áspera ou verrucosa que cresce, às vezes dolorida ou sangrante, em áreas de muita exposição solar: rosto, lábios, orelhas, dorso das mãos e antebraços. Pode se desenvolver a partir de queratoses actínicas, aquelas manchinhas ásperas de sol.

Diferente do basocelular, o CEC tem alguma capacidade de se espalhar quando negligenciado, e por isso o diagnóstico precoce importa ainda mais.

Melanoma: o mais perigoso

O melanoma é o tipo menos comum e o mais agressivo. Geralmente se apresenta como pinta escura nova ou pinta antiga que mudou, seguindo os sinais da regra ABCDE. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive em áreas pouco expostas ao sol, nas unhas e na planta dos pés.

A boa notícia: descoberto no início, o melanoma tem excelentes taxas de cura com a cirurgia, segundo a literatura médica. A diferença entre o diagnóstico precoce e o tardio é enorme, e é exatamente isso que o check-up periódico de pintas busca garantir.

Como o câncer de pele é diagnosticado?

O caminho é mais simples do que parece:

  1. Exame clínico completo da pele do corpo todo, incluindo couro cabeludo e unhas;
  2. Dermatoscopia: um instrumento de aumento que permite ver estruturas da lesão invisíveis a olho nu, aumentando muito a precisão da avaliação;
  3. Biópsia, quando indicada: retirada de um fragmento (ou da lesão inteira) para análise no laboratório, que confirma ou descarta o diagnóstico.

Na consulta da Dra. Carolina, o exame de pele é sempre completo. Muitos tumores são encontrados em lugares que o paciente não via ou não achava importantes.

Como é o tratamento?

A cirurgia é o tratamento padrão para a grande maioria dos casos de câncer de pele. A técnica depende do tipo de tumor, do tamanho e da localização:

Como cirurgiã dermatológica, a Dra. Carolina acompanha o ciclo inteiro: diagnóstico, cirurgia, reconstrução e seguimento. Você não é encaminhado de um profissional para outro no meio do caminho.

Como prevenir o câncer de pele?

Tem uma pinta, mancha ou ferida que preocupa? O exame completo da pele leva menos de uma hora e tira a dúvida do caminho. Quanto antes, mais simples é o cuidado.

Perguntas frequentes sobre câncer de pele

Ferida que não cicatriza pode ser câncer de pele?

Pode. Uma ferida ou casquinha que sara e reabre por mais de 4 a 6 semanas, principalmente no rosto, nariz ou orelha, é um dos sinais mais comuns de carcinoma basocelular e merece avaliação de um dermatologista.

O que é a regra ABCDE das pintas?

Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro maior que 6 mm e Evolução (qualquer mudança ao longo do tempo). Um único item positivo já justifica mostrar a pinta em consulta.

Câncer de pele tem cura?

Quando diagnosticados cedo, os tipos mais comuns (carcinoma basocelular e espinocelular) apresentam altíssimas taxas de cura com a cirurgia, segundo a literatura médica. Por isso o diagnóstico precoce faz tanta diferença.

Qual médico trata câncer de pele?

O dermatologista diagnostica, e o cirurgião dermatológico é o especialista no tratamento cirúrgico. A Dra. Carolina reúne as duas formações, com certificação em Cirurgia Micrográfica de Mohs pela SBD.

Com que frequência devo fazer o check-up de pintas?

Para a maioria dos adultos, uma avaliação anual é uma boa referência. Muitas pintas, pele muito clara, queimaduras solares no passado ou histórico familiar pedem intervalos menores, definidos em consulta.

Protetor solar previne câncer de pele?

O uso diário reduz o dano acumulado da radiação ultravioleta, principal fator de risco. Junto com chapéu, sombra nos horários de pico e o check-up periódico, é a base da prevenção.

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